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Acrônimo: BNDES torna Pimentel mais uma vez alvo da operação

Operação Acrônimo: PF investiga a liberação de recursos do BNDES para a construção, pela empreiteira JHFS, de aeroporto em São Paulo.

Expresso de Minas

Acrônimo investiga empréstimo do BNDES para obra de aeroporto em SP

Deflagrada nesta nesta terça -feira (16), a operação tem como alvo o empréstimo para a obra do aeroporto de Catarina, em São Roque (66 km de SP), na região de Sorocaba.

Os investigadores também apuram se houve influência do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), e do empresário Benedito Oliveira na liberação da verba. Pimentel foi ministro do Desenvolvimento, pasta sob a qual o BNDES está subordinado.

Bené, o empresário é conhecido, é o pivô da Acrônimo. A informação sobre o empréstimo consta na delação dele, mas já havia sido descoberta anteriormente nas investigações.

Houve mandados de busca e apreensão e condução coercitiva em Minas e São Paulo, autorizados pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). O processo se encontra sob segredo de justiça.

A sede do instituto de pesquisas de opinião Vox Populi em Belo Horizonte também foi alvo de operação, segundo a empresa, que não entrou em detalhes.

“A empresa disponibilizou a documentação solicitada e continua pronta a atender quaisquer outras solicitações das autoridades”, informou em nota.

O advogado de Fernando Pimentel, Eugênio Pacelli, disse que “não houve medida alguma” contra o governador. “Até onde sabemos a busca envolveria uma empresa de propaganda”, afirmou.

Segundo ele, a nova fase da operação é um “factoide criado para influenciar o julgamento do recurso de Pimentel no STJ, em que as especulações são no sentido de sua vitória”.

“Ao que parece, o espetáculo tem exatamente esse objetivo: atingir negativamente os julgadores no tribunal”, acrescentou.

O governo de Minas Gerais não se manifestou sobre o assunto.

OPERAÇÃO

A Operação Acrônimo foi deflagrada em 2015 e apura irregularidades no financiamento e na prestação de contas da campanha de Fernando Pimentel, que foi indiciado pela PF, ao governo de Minas Gerais sob suspeita de corrupção passiva, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Em outras frentes, investiga suspeitas de favorecimento a empresas com empréstimos do BNDES, subordinado ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pasta que foi comandada pelo governador.

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